sábado, 8 de abril de 2017

A eficácia da ética pautada no amor para a superação da crise social vigente

Igreja reformando escola
Uma parceria genial
 Quando eu era ainda criança aprendi a pautar as minhas condutas por princípios éticos vinculados ao respeito e ao amor ao outro; lembro-me que este aprendizado veio especialmente de minha mãe, embora reconheça hoje que a mesma, não soubesse exatamente o que representasse ser uma pessoa ética, por ser uma mulher de instrução limitada. 
Lembro-me de um dia, quando muito pequeno, em que cheguei em casa com um carrinho plástico de brinquedo, sem as rodas, que havia achado no lixo da casa do meu amiguinho José e minha mãe após ter me corrigido com rigidez, me fez voltar a origem do fato e pedir desculpas por ter pego o objeto sem a autorização dos donos da casa, que na verdade já o tinha descartado para o lixo. Hoje, até consigo entender que a reação de minha mãe, a priori, poderia parecer exagerada, mas atitudes como estas foram determinantes, pedagógicas e norteadoras para a minha vida e para a formação do meu caráter e de meu relacionamento respeitoso com o outro.
Hoje, mais do que uma crise econômica ou política, vivemos uma crise ética profunda levando a sociedade a um caos sem precedentes, marcadamente caracterizada pelo vazio de amor e de respeito.
E a grande indagação é como superar a crise que vivemos atualmente? Como a sociedade poderá contribuir para que a crise econômica e porque não política seja suplantada levando a nossa nação a um novo nível de desenvolvimento humano?
O objetivo deste trabalho é apresentar a problemática, que envolve a crise ética latente nas variadas esferas sociais, inclusive na familiar, crise que sustém, ou conspira contra o esqueleto frágil da formação sócio-política brasileira.
2.    O pragmatismo ético:
Embora possa parecer irreconciliável os dois termos que sugerem este título: pragmatismo e ética, podendo aqui ser lembrado Kant que cria que a ação do homem deveria ser um imperativo categórico, ou seja, como ele mesmo afirmava: “Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal."; a sociedade moderna se perdeu em relação aos absolutos, tentando conciliar pragmatismo e ética de tal forma que a relativização desta, fizesse a sociedade ao seu bel prazer, crer que o errado até pode ser proveitoso se for útil para o resultado final do que compreendemos como bem-estar social. E assim sendo, instaurou-se o vácuo ético dominante no qual vivemos, esvaziado do amor e do desrespeito nas relações sociais.
Concordo com a frase, embora paradoxal de Blanchard e Peale (1988, pg. 21) que afirmou que: “Não há maneira certa de fazer uma coisa errada”, e certamente este é o grande problema no qual estamos vivendo: o problema da relativização sutil, da conivência com os pequenos desvios éticos. E foi assim que pude constatar a degradação social através dos tempos, ao passo que na minha vida em contrapartida, permita-me, pude experimentar a ascendência ainda que sem pressa na minha vida profissional, subindo pelo degrau, às vezes, íngreme mais sempre seguro do principio ético pautado pelo amor e pelo respeito ao sujeito com o qual interagia, principio este forjador do caráter, que a meu ver, é o elemento decisivo para a confiabilidade social e também o agregador da consolidação e do fortalecimento de uma nação ética.        
3.    O resgate da ética social pautada no amor ao sujeito:
A linda Maria Eduarda
Ainda que o desânimo tente nos abater,  não podemos deixar
de continuar fazendo outras Marias Eduardas sonharem!
Uma palavra que tem sido muito utilizada atualmente é “empoderamento”, e porque não associá-la a expressões: ética, amor e respeito. Vivemos em um tempo de esvaziamento do sentido de viver, estamos encarando a maior crise existencial que a humanidade já enfrentou, vivemos em um tempo que as pessoas adquirem todos os tipos de bens materiais e diversas formas de saberes, mas ao mesmo tempo enfrentam as crises mais profundas de angustia, de depressão e penso que esteja faltando mais consciência ética, mais conhecimento do poder da ética, da função terapêutica do amor e do respeito para o desenvolvimento social.
Um dos fatos marcantes em minha vida relacionada à educação escolar, aconteceu em um âmbito religioso, fato este que me inspirou a repensar a parceria igreja/escola, ou como eu poderia chamar de projeto “pastoral da eticidade na escola”. 
Este fato ocorreu quando fui convidado por uma coordenadora escolar que observou que um grupo de adolescentes que passou a frequentar a minha comunidade eclesial, passou também a adotar comportamentos elogiáveis no contexto escolar e que simultaneamente esta mesma escola ganhou um prêmio a nível nacional como instituição educacional destaque em sua comunidade.  O prêmio consistia em visitar uma escola norte-americana e ao ser consumado este fato, a diretora pôde constatar com certa admiração um projeto onde ela fora conhecer nesta nação, de que havia uma parceria com as comunidades eclesiais que inseriam noções e princípios éticos de amor e respeito ao sujeito nas escolas e que contribuíam com valores e conhecimentos, como educação musical/instrumental, atitudes de fraternidade, dança, artes cênicas e etc.
 Assim fui convidado para uma parceria, que embora de cunho laico, mas que ainda sim em parceria com o seguimento religioso, contribuiu efetivamente para o empoderamento da ética na juventude daquela comunidade.
O meu encantamento com esta espécie de projeto fez com que passasse:
a.    A apoiar junto ao corpo administrativo eclesial, investimento financeiro para a escola da comunidade, como reformas do ativo fixo escolar e do patrimônio em geral, nos tornando assim parceiros na construção social eticamente engajada.
b.    Fazer da igreja uma espécie de projeto escola onde se ensina, não somente noções de espiritualidades, mas de cidadania e de comprometimento social.

Aula de artesanato - Projeto Vivendo e Aprendendo
Para não ficar aqui somente no campo das hipóteses e sendo mais específico, hoje a minha comunidade eclesial tem a atividade no seu programa, do que denominamos “PROJETO VIVENDO E APRENDENDO’, onde estamos dando aulas gratuitas de: artesanato para mulheres, violão para jovens, balé para meninas e ensinando a arte de se comunicar em público a fim de facilitar as pessoas a fazerem entrevistas de emprego bem sucedidas e falarem bem de um modo geral; sonhamos ainda em estender o projeto para aulas de libras, de outros instrumentos musicais e etc.
4.    Conclusão:
Entendo assim que a eficácia da ética para a superação da crise social vigente poderá acontecer, apesar de os tempos serem dificílimos, mas antes disso, há de se superar o pragmatismo ético que tanto debilitou a sociedade pós-moderna. Sugiro ainda aqui, o resgate da ética social pautada no amor e respeito ao sujeito e em todos os seguimentos (citei neste trabalho somente a relação eclesial/escolar) que poderia ser expandida (e que creio que já esteja se expandindo)   para outras relações sociais como empresa/escola, esporte/escola, órgãos de saúde/escola, tendo como alvos jovens em formação, mas alcançando através destes, também familiares às vezes desajustados, condicionando o empoderamento ético e social, causando uma reação em cadeia que contribuirá imensamente para a superação desta crise na qual vivemos.
Projeto Vivendo e Aprendendo -  Classe de aprendizes de violão
Fica ainda registrado neste trabalho, a minha ressalva, no caso específico da relação eclesial/escolar, da cautela e reconhecimento da laicidade do Estado, ou seja, reconheço a necessidade que há de se respeitar a escola como não ambiente de doutrinação religiosa, assim como também a igreja como ambiente, no qual não se perca a importância primordial de sua função de espiritualidade.

BLANCHARD, K.; PEALÉ,  N, V. O poder da administração ética. Distribuidora Record de Serviços de imprensa S.A., 1988
ALENCASTRO, M.S.C,. Ética empresarial na prática. Editora Intersaberes Dialógica. 1988.


Trabalho apresentado para o curso de licencitarua em filosofia do CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL - UNINTER

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Minha última retrospectiva

Saudades de minhas viagens de trem para o Sul de Minas
Tempos lindos de criança, 

nos quais não sabia que minha vida também seria uma viagem!
Constrangedor para mim seria, olhar do final da própria história e constatar que não teria sorrido os meus próprios sorrisos, chorado as minhas próprias lágrimas, não falado com as palavras que desejei falar e silenciado com a sutileza dos que tentaram os meu lábios cerrar.

Quão triste ser a mim mesmo desvendado que o trágico não foram riquezas que faltaram, nem ambições de grandes conquistas que não obtive, nem mesmo oportunidades de uma nova história que não escrevi, mas que meramente faltou autenticidade. 

Quão frustrante seria que ao ter pensado em cantar: "Ideologia eu quero uma pra viver", na verdade não ter sido eu quem tivesse cantado, mas subconscientemente terem sussurrado com uma hipócrita delicadeza o que queriam que eu cantasse.

Penoso seria olhar para os meus verdadeiros heróis e saber que não se desviveram ao tentarem fazer deles Zafenates Paneias e Beltessazares, sendo o que deveriam ser e não o que queriam que fossem, ou seja, jamais tendo se deixado formatarem, mas ao voltar para mim mesmo me ver tendo, dançado, cantado, falado, ventriloquicamente sendo, mas na realidade sem jamais ter sido.

Não, mil vezes não! Quero Chegar no final da própria história sim, mas sem espadas que não foram minhas, sem guerras que não me pertenceram, sem abrir mão de ser eu mesmo, buscando simplesmente ser original, ainda que respeitando a todos, mas sendo um Eu com identidade própria, com um jeitinho mesmo que pouco seja, diferente de ser!      


Abraço! Derciley

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Mutilações que agregam sentido a existência

Em mais uma das noites frias deste inverno, eu lá ouvindo a voz mais poderosa do universo, ela mesma - a voz mais doce e admirável que fala a alma humana!
“... melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.”
Mateus 18:8b (Palavra do amado Jesus)

Creio que não deixou de ser em decorrência da reunião em que tivemos ontem, para a qual fomos convidados a render graças por uma vida preciosa: a da irmã Dione que sobreviveu a um momento difícil de sua vida, embora tendo sido sequelada com a amputação de um dos seus pés.

Confesso que me preocupei um pouco com as palavras de conforto dos presentes dirigidas a querida irmã, considerando-se que o momento era ao mesmo tempo de ganho de sua vida, mas de perda de parte de um dos membros de seu corpo.

Eu não era o orador e a mensagem foi muito edificante, diga-se de passagem. Vivemos inclusive ali momentos de lágrimas, de sorrisos, comemos até juntos uma saborosa canjiquinha... Só que nos momentos em que transcorria a reunião regada a louvor e orações, me vieram à memoria algumas  lições com relação a um personagem mutilado de um filme, e também, sobretudo, sobre o evento que mudou para sempre a vida do patriarca Jacó as quais com brevidade compartilhei e que desejo expandi-las aqui:

Tenente Dan Taylor - Filme Forrest Gump

O filme é Forrest Gump e o ator é Gary Alan Sinise que interpretou o tenente mutilado Dan Taylor, salvo por seu ingênuo soldado em guerra no Vietnam. O problema crucial é que a sua mutilação o fez sentir extremamente infeliz em sua existência, pois o mesmo era de família de “heróis” de guerra e preferiria ter morrido na guerra a viver, conforme cria: inutilmente. Mas o tempo teve que passar para que o ex-combatente viesse a entender o sentido real de sua vida se tornando um companheiro e ainda que sem as pernas, sócio bem sucedido do seu ex-soldado, próspero e notável amigo. Sem dúvida é uma linda história da qual, transcrevo aqui uma frase singela:
Ex-combatente Dan Taylor mutilado

"A vida é como uma caixa de bombons, você nunca sabe o que vai encontrar”. Forrest Gump

Bom, voltemos à reunião de ontem em que agradecíamos a Deus pela vida da irmã Dione. Citei na oportunidade o exemplo do encontro no Vale do Jaboque de um Jacó que apesar de a partir dali se tornar claudicante fisicamente, tornou-se porém, mais integro do que nunca em sua essência para uma vida que se revelara após àquele marcante encontro com o seu amado Deus. .

Gênesis 32:24-31
“... Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu. E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele. E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares. E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste. E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali. E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa.”

Enfim, foi mais uma destas histórias da vida em uma noite fria, na qual a voz de Deus se impõe aos ouvidos dos que anseiam em ouvir.

Ah! E não posso deixar de dizer que a reunião encerrou com o depoimento da irmã, alvo de nossas ações de graças à Deus, eis as suas palavras:

Estou feliz! A cicatrização da amputação tem sido considerada um milagre, pois tomo insulina (ela é diabética). Agora vou colocar uma botinha (uma prótese) e vou trabalhar para Jesus, como trabalhava antigamente.

Que Deus faça da senhora, irmã Dione “mais uma Israel”, mais uma lutadora que prevalece depois de ser marcada pelas mutilações da matéria, que agregam sentido a existência em nossa passagem nesta Terra.

Paz seja conosco!


Derciley

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A Palavra de Deus e seus mensageiros – amados ou odiados!

Jeremias 36:1-4
No quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, o Senhor dirigiu esta palavra a Jeremias: "Pegue um rolo e escreva nele todas as palavras que lhe falei a respeito de Israel, de Judá e de todas as outras nações, desde que comecei a falar a você, durante o reinado de Josias, até hoje. Talvez, quando o povo de Judá souber de cada uma das desgraças que planejo trazer sobre eles, cada um se converta de sua má conduta e eu perdoe a iniqüidade e o pecado deles". Então Jeremias chamou Baruque, filho de Nerias, para que escrevesse no rolo, conforme Jeremias ditava, todas as palavras que o Senhor lhe havia falado.

Rolo antigo das Escrituras Sagradas
O mês de dezembro é marcado por algumas datas relevantes, entre elas o DIA DA BÍBLIA.

Para alguns que não sabem, ainda que sendo a Bíblia o best-seller da humanidade, é paradoxalmente o mais odiado livro em todos os tempos, sendo entretanto, o mais amado por outras pessoas. Lembro-me de cenas de povos que choraram quando receberam este livro, mas não me esqueço de pregadores e leitores sendo mortos por pregá-lo.

O texto bíblico acima do profeta Jeremias, ao qual Deus deu a difícil incumbência de escrever um rolo com advertências ao Rei Jeoaquim e à sua corte nos leva, nas suas entrelinhas, a algumas indagações, às vezes difíceis de serem respondidas:

O que é e o que não é palavra de Deus, o que é e o que não é mensagem de Deus pregada?
1º. A Palavra de Deus quer guiar: é uma lâmpada:
Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.
Salmos 119:105

Deus desejava por sua Palavra, usando um então impopular profeta, desviar o Rei Jeoaquim do precipício para o qual caminhava a passos largos, mas infelizmente o herdeiro do trono da casa de Davi estava com o coração endurecido, de tal modo que preferiu andar na escuridão e incerteza, à ser guiado pela luz da Palavra de Deus.

2º. Mas quando homens de coração duro como Jeoaquim, preferem ouvir o que não é palavra de Deus, não se deixando guiar pela luz, a Palavra de Deus para ele tem que ser um martelo.


E foi exatamente o que asseverava em seu tempo Jeremias a respeito do que não é e do que é a Palavra de Deus, ou seja ela é um martelo que despedaça a rocha, assim como ele mesmo afirmou:
Jeremias 23:26 Até quando os profetas continuarão a profetizar mentiras e as ilusões de suas próprias mentes? 27 Eles imaginam que os sonhos que contam uns aos outros farão o povo esquecer o meu nome, assim como os seus antepassados esqueceram o meu nome por causa de Baal... 29 "Não é a minha  palavra como o fogo", pergunta o Senhor, "e COMO UM MARTELO que despedaça a rocha?

Somos ainda diante destas considerações, levados a outra indagação que é: qual a função real
Billy Graham, o maior pregador da Bíblia no século XX
do mensageiro da Bíblia? É ser popular
? É ser agradável? É ser erudito? Creio que a resposta deva ser: não necessariamente.

Deus não quis contar com homens como Amós, por exemplo, que mesmo não sendo pessoa especialista em oratória, ou agradável aos ouvintes, denunciaram em seus dias a injustiça social e a corrupção impregnadas no meio do seu povo?
Amós 7:14 Amós respondeu a Amazias: “Eu não sou profeta nem pertenço a nenhum grupo de profetas, apenas cuido do gado e faço colheita de figos silvestres. 
E o que ainda poderíamos dizer sobre a aridez da mensagem de Naum, sobre a rispidez da mensagem de João Batista convidando homens ao arrependimento e os chamando de raça de víboras? Ou sobre o desafio de um Pedro convidando os seus contemporâneos ao arrependimento, afirmando que eram assassinos do Messias?

A partir daí, entendo alguns porquês de a Palavra de Deus ser ora amada, ora odiada, pois receber as suas promessas para alguns pode ser doce como o mel (Salmo 119:103), mas como foi o caso de Jeoaquim, receber os seus confrontos pode ser para outros, motivo de ódio, aversão, indiferença, desprezo, e isto tanto em relação à mensagem quanto ao mensageiro da mesma.
Jeremias foi posto numa cela subterrânea da prisão, onde ficou por muito tempo. Jeremias 37:16
Procuraram fazer minha vida acabar na cova e me jogaram pedras. Lamentações 3:53

O Reverendo Pastor Augustin Hakizimana
Um ilustre e simples pregador
http://www.ministerioamigosdecristo.com.br/noticia72.html
acessado em 19/12/2015
Vejo inclusive hoje, grande apreço por pregações de “entretedores de plateias” (sendo alguns bons candidatos a stand up comedy), vejo  também simpatia por pregadores de mentiras, ilusões da própria mente, imaginações de sonhos, como afirmava Jeremias; mas infelizmente muito desprezo por denúncias impopulares da Palavra de Deus, assim como foi a atitude do Rei Jeoaquim em relação às palavras proferidas ao seu respeito:
Jeremias 36:22 Ora, era o nono mês e o rei estava assentado na casa de inverno, e diante dele estava um braseiro aceso. 23 E havendo Jeúdi lido três ou quatro colunas, o rei as cortava com o canivete do escrivão, e as lançava no fogo que havia no braseiro, até que todo o rolo se consumiu no fogo que estava sobre o braseiro. 24 E não temeram, nem rasgaram os seus vestidos, nem o rei nem nenhum dos seus servos que ouviram todas aquelas palavras.

Desejo ainda afirmar que quando o homem se torna inguiável, inquebrantável, Deus não abre mão de usar sua Palavra como uma espada cortante que normalmente fere, mas que também expõe as entranhas das intenções do coração humano:    
Hebreus 4:12. Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos do coração  

Concluindo então esta reflexão, afirmo que não adianta desprezar a Bíblia e seus profetas como o fez o Rei Jeoaquim, pois ao seu tempo devido, Deus se imporá e falará exatamente o que ele quer falar:
Jeremias 36:32 Tomou, pois, Jeremias outro rolo, e o deu a Baruque, filho de Nerias, o escrivão, o qual escreveu nele, enquanto Jeremias ditava, todas as palavras do livro que Jeoaquim, rei de Judá, tinha queimado no fogo; e ainda se lhes acrescentaram muitas palavras semelhantes.

Ah! É do seu interesse saber qual foi o fim de Jeoaquim? Exatamente como a Palavra falara ao seu respeito:
A Bíblia para todos os povos, tribos, etnias
https://mundoevangelizado.wordpress.com/tag/biblia
/

acessado em 19/12/2015
Jeremias 22:18 Portanto assim diz o SENHOR acerca de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá: Não o lamentarão, dizendo: Ai, meu irmão, ou ai, minha irmã! Nem o lamentarão, dizendo: Ai, senhor, ou, ai, sua glória! 19 Em sepultura de jumento será sepultado, sendo arrastado e lançado para bem longe, fora das portas de Jerusalém.


E sobre a morte do profeta Jeremias, você ouviu contar alguma coisa?  

Segundo uma tradição do judaísmo, este mensageiro da Palavra teria sido apedrejado até a morte pelo seu próprio povo no exílio no Egito. Enfim, a lição que podemos disto extrair, se é que é verdade este fato, é que os mensageiros de Deus, nunca tiveram privilégios, somente o dever de transmitir a verdade doa quem doer, exatamente como Deus quer que eles o façam.  



Eu amo a Bíblia Sagrada e os seus verdadeiros mensageiros! 

Abraços!

Derciley

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O Valor do pouco falar e do muito ouvir!


Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, Tiago 1:19
Tenho cultivado esta virtude. Numa mesa entre amigos, numa praça, num consultório médico...

Numa das muitas mensagens que guardei do Bispo Jamir, ele falava que às vezes nos gabinetes que fazia na IMW Central em Petrópolis as pessoas iam para ouvi-lo, mas depois de falarem, desabafarem, saiam afirmando: Pastor, estes momentos no gabinete foram muito abençoados de tal forma que mudaram a minha vida! E tenho que confessar que vivi esta experiência em alguns gabinetes que atendi ali também. (Eu ia para aconselhar e sempre fazia quando necessário, mas como me edificava e aprendia ouvindo) 

Infelizmente, tem gente que fala tanto, que depois afirma nem saber o por quê que a pessoa angustiada o procurou, que pena!
Vou deixar um pensamento para concluir esta reflexão:
"Gosto de ouvir. Aprendi muita coisa por ouvir cuidadosamente. A maioria das pessoas jamais ouve."
(Ernest Hemingway)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Ímpeto para lutar

Mel Gibson - Filme Coração Valente
Um dos melhores filmes que já assisti
Estou aqui pensando que às vezes a vida parece conspirar para que nos abatamos. Sentimentos de desalentos se misturam e fazem com que ainda que abatidos, mesmo assim, nos indignemos ao verificarmos que nossas lutas honradas estão sendo sutilmente minadas.

De onde veem as adversidades?  Surgem às vezes, de direções menos esperadas; de onde imaginávamos que os ventos seriam nossos adeptos. 

Da calmaria pela qual esperávamos que fôssemos tranquilamente impulsionados, recebemos, às vezes o traiçoeiro combate que constrange os nossos planos, que nos coage ao confronto, à reação a um inimigo que surpreendentemente desconhecíamos.

O ímpeto da luta nem sempre é nosso, é produto de um algoz que subestimou a nossa candura, o desejo que tínhamos de viver a tranquilidade sonhada por todos que um dia ambicionaram o serem bem-aventurados.  

Arrastam-nos para o combate, desdenham nossa ousadia,  afloram em nossa alma a mais potente essência do leão que não esperávamos que se revelasse.

Pois bem, se não podemos sempre ser homens, mas às vezes temos que ser feras, que admitam que pelejemos; que não gerem em nós o ímpeto e depois nos esmaguem com evasivas. Que lutem, mas que nos deixem lutar, que aflorem o guerreiro adormecido da alma sossegada, mas que tenham a hombridade de deixa-lo combater até o derradeiro combate. Não se omitam, mas também não tramem ardilosamente. Lutem arrojadamente, não sejam covardes, pois mais importante do que vencer um embate, é deixar o legado de se ter lutado dignamente!

O Coliseu testemunhou milhares de cristãos serem martirizados,
mas não conseguiu fazer calar a voz de convictos cristãos.
Assim, ficará para a posterioridade, não os que na visão dos guerreiros venceram certa batalha, mas aqueles que ainda que despojados, continuaram a bradar bem forte a respeito de uma luta não desejada, mas que se fez necessária - digno é este combate de continuar a ser combatido!   



Palavra do apóstolo Paulo pouco tempo antes de ser executado pelos seus algozes do Império Romano:

Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. 
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
2 Timóteo 4:6-7


Aos guerreiros dos bons combates. Deus lhes dê força para continuar a lutar!

Abraços.

Derciley


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Professor - querido plantador de sonhos e de realidades!

Quero parabenizar a todos os professores neste dia 15 de outubro.

Desde que conheci a minha primeira professora aos 7 anos na Escola Estadual Oliveira Botelho, me apaixonei por ela e apesar de terem passados quase meio século nunca me esqueci do seu nome: Sonia Maria Bonardi - Inesquecivelmente, queridinha do meu coração, minha adorável professora! 

Mas, quando tive que trocar de sala, na mesma escola apesar dos choros copiosos e do "trauma emocional que pensei que seriam irreversíveis - será que não foram?", uma outra professora sua xará "Sonia" me ensinou a amar ainda mais os estudos; seu nome completo? Maria Sônia Brasileiro - Austera, mais uma ótima professora!

Que tempos eram aqueles? Tempos ainda dos castigos, em que embora a aplicação da palmatória já havia sido extinta, mas eram sempre nos lembrada. Mas apesar de tudo, minha tão séria e respeitada professora, fez de mim bom de escola: me tornei o seu primeiro aluno em boas notas. Chegava a desconfiar que ela me olhava com um orgulho velado! Será? Sabe que às vezes me pego pensando se os velhos arquivos ainda não estão guardados lá na minha querida escola, talvez empoeirados, para recontar esta história? 

Penso ainda: será que não fui tão bem porque eu temia demais aquela austera educadora, porque a respeitava, ou será que fui passando a ama-la, à medida que me ensinou estes outros sentimentos e valores? Só sei que foram quatro anos aprendendo com ela!

Professora Helena do Carrossel SBT
E foi assim que quando a deixei aos onze anos, fui protagonista de mais uma despedida regada a chororô, mas o que me tranquiliza até hoje, é que outros colegas e também minha amada professora se uniram a mim numa despedida de muitas lágrimas! Que saudade!

Enfim, nunca me esqueci desta linda profissão; fui marcado para sempre, nunca me esqueci tanto de colegas, como também também de professores das minhas próximas casas de ensino: os Colégio Estadual Souza Dantas (CEMSD) e Colégio Pedro Braile Neto. Guardo ainda em minha memória que quando pude fazer um vestibular naqueles tempos, o fiz para Letras na Faculdade Dom Bosco (AEDB) e você sabe qual era o meu sonho? Ser um professor? 

Só que a vida me levou a outros caminhos. Pulsou em meu coração ser um pastor, um teólogo, e ainda sim, neste caso não posso mais uma vez me esquecer de alguns professores de teologia: o Davi, a Drª. Sueli, o Pastor Nehemias, o Messias do CEFORTE e; o Nicanor Lopes e o Paulo Aires da UMESP. Confesso que sempre quis ser igual a alguns deles!

Também não posso deixar de registrar que tive a grata oportunidade de ter sido professor nos polos do CEFORTE em Petrópolis e Muriaé, lecionando Introdução Bíblica I e II, e de ter recebido de parte da querida professora e Coordenadora Valda Almeida e de seu amado esposo professor e diretor do CEFORTE Cabo Frio, em forma de um grande presente, a oportunidade de ali lecionar: TBAT, Antigo Testamento, Teologia Contemporânea, História do Metodismo, Psicologia da Religião, Filosofia (e também outras matérias).

Na realidade, quem me conhece de fato, sabe que a minha grande paixão, lá no fundo, sempre foi ser um professor e talvez seja por isso que eu esteja cursando Licenciatura em Filosofia, pois amo esta nobre e honrosa profissão. Amo filosofia sim, mas amo mais ainda ensinar!

Professor Girafales - Turma do Chaves
Então, para encerrar e aproveitando este dia 15 de outubro, dou os meus parabéns a todos os professores, Os que passaram em minha vida, os que me inspiraram, os que me formaram e os que vão continuar me ensinando. 

E que eu possa ser um professor que venha contribuir para que os meus alunos de teologia ou de filosofia ou das lições da vida, sejam pessoas que tenham em mim algo em que se inspirar; isto é, se Deus assim me permitir!

Abraços!

Derciley

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Que pena, o mal uso do Facebook!

Mark Elliot Zuckerberg - criador do facebook
Mark Elliot Zuckerberg criou o facebook, e nele encontramos tantas coisas legais... não é mesmo?

Pena que muita gente têm estragado este canal de comunicação e de entretenimento, o confundindo como uma rede de exibição de maldades, de péssimas normas de conduta, como local de lamúrias que deveriam ser tratadas no convívio particular. 

Pois é! Eu, este pequeno usuário desta rede social (com 2600 amigos apenas, entre os quais, gente legal, pessoas queridas as quais não posso ver todos os dias), tenho pensado em reduzir o número de pessoas em minha página, para não ter que ver algumas atitudes tão reprováveis na conduta humana, caracterizada pela despreocupação com a ética, assim também como com a moral de um modo geral. 

Pois é! A questão não é somente se deparar a toda hora com cenas de nudez, de violência, de maus tratos a crianças, a idosos, a animais, ao planeta (somente isto já bastaria), mas, sobretudo, constatar que pessoas que deveriam dar o exemplo de um bom cristão, de um bom cidadão, estão a toda hora falando o que não deveriam falar, fazendo o que não deveriam fazer e ostentando com uma jactância que dá repugnância o fato de serem o dono de seus narizes, de terem o direito de falar e fazer qualquer besteira, sem terem que dar contas de suas irresponsabilidades expostas publicamente. 

Vergonha! Só por ser humano, vergonha por algumas atitudes postadas a esmo! Tristeza de ver tantas declarações de amor virtual que não se traduzem em uma realidade sincera! 


 Que pena! Alguns perderam (ou talvez nunca tiveram) o bom senso, o bom gosto, a boa ética, a boa educação! 

Enfim, tenho andado muito reflexivo do que fazer com o tão legal facebook do Zuckerberg. Estudarei: Serei seletivo? Excluirei minha pagina? Talvez não! Pensarei mais um pouco, (talvez até dezembro) no que exatamente deverei fazer...   


Bom dia!

Derciley


sábado, 3 de outubro de 2015

Como Davi, vivendo as aflições mas também as conquistas

O resgate do Soldado Ryan
 Filme estrelado por Tom Hanks
Um filme de guerra com uma belíssima lição de vida 
1 Samuel 27:1
Davi, contudo, pensou: Algum dia serei morto por Saul. É melhor fugir para a terra dos filisteus. Então Saul desistirá de procurar-me por todo o Israel, e escaparei dele".

Assim como pensou Davi em momentos mais aflitivos da perseguição que o Rei Saul o infligiu, Existem também em nossas vidas momentos em que nos sentimos extremamente vulneráveis.

Enfrentamos ocasiões na vida, diversidades impares nas quais nos sentimos bombardeados por inimigos que mais do que cruéis e impiedosos, são para nós opositores que nos furtam a estratégia da vitória minando o ímpeto de lutar.

Sim, existem situações que, como Davi, sofremos como um guerreiro solitário entrincheirado, que resiste a frieza de uma batalha que se estende através do tempo. E o que fazer: fugir? Para onde ir: para terras distantes? Esperar que o adversário implacável desista? Escapar ou continuar na trincheira? Onde buscar o discernimento?

Como é excitante conhecermos o desfecho desta história e sabermos que no calor dos conflitos Davi, embora não percebesse, tinha em seu favor um Deus conhecido desde os tempos mais remotos, como o “Senhor dos Exércitos”, perito em “desintrincheiramentos” da vida:

O Deus de Davi não era o mesmo Deus que livrou Moisés do Mar Vermelho e de Faraó e que colocou uma canção em seus lábios? Sim:
Êxodo 15:3O Senhor é homem de guerra; o Senhor é o seu nome”.

Na realidade, foi preciso o tempo passar para que Davi constata-se que o General do seu exercito, não o tinha deixado lutar sozinho, mas que estava o aparelhando para o momento da grande vitória! Pois em relação àqueles tempos, vejamos o que a Palavra de Deus afirma sobre o seu guerreiro Davi:
2 Samuel 5:10 E foi se tornando cada vez mais poderoso, pois o Senhor Deus dos Exércitos estava com ele.

E em relação a nós? Creio, que apesar de não lutarmos contra carne e sangue, não somos muito diferentes de Davi, que até nesta história, diga-se de passagem, teve por algum tempo as suas mãos atadas em relação às circunstâncias.

Afirmo com certeza que o mesmo Deus de Davi continua sendo o “Deus
Forrest Gump
Também estrelado por Tom Hanks
Mais uma linda lição
 Um amigo não desiste  do outro no campo de batalha
Poderoso em Batalhas” especialista em reverter circunstâncias, para nos fazer perceber que não estamos sozinhos em nossas trincheiras particulares, nem inaptos para a luta ou sem saber o que fazer e para onde ir. Ele nos ajuda, traça com perfeição a estratégia da nossa vitória.


Enfim, como é extraordinário sabermos que como soldados na luta da vida, não temos somente um general, mas o “General dos generais”, o “Senhor dos Exércitos” que está conosco, o campeão e estrategista de todas as batalhas que jamais nos deixará sozinhos. É somente confiar Nele, porque a vitória já foi determinada!