domingo, 15 de abril de 2012

Teologia da esperança e ministério pastoral


“O cristianismo é total e visceralmente escatológico, e não só a modo de apêndice (...). O escatológico não é algo que adere ao cristianismo, mas simplesmente o meio em que se move a fé cristã, aquilo que dá o tom a tudo que há nele. Como a fé cristã vive da ressurreição do Cristo crucificado, ela não pode ser simplesmente parte da doutrina cristã. Ao contrário, toda a pregação cristã uma orientação escatológica”.  
Jürgen Moltmann     
   
I.    INTRODUÇÃO:
É com muita satisfação que estarei desenvolvendo este trabalho cuja proposta foi inspirada na releitura que Ricardo Gondim, faz de Moltmann depois de vinte anos da publicação da obra “Teologia da Esperança”. É muito enriquecedor se enraizar ainda que brevemente na teologia deste notável teólogo que segundo Batista Mondin:

 “... talvez seja a figura mais representativa da teologia protestante contemporânea, depois do desaparecimento dos grandes lideres de escolas: Barth, Cullman, Tilich e Bonhoeffer”[1].

Estarei assim conforme solicitado, a partir desta reflexão, fazendo breve analise sobre a importância do ministério pastoral para o desenho do futuro em nossa sociedade.

II.    Comparação entre o contexto sócio-cultural de Moltmann e a Atualidade.
Entendo, antes de tudo, que seja necessário para o desenvolvimento deste trabalho, repassar em que circunstâncias se deram a conversão e posteriormente o desenvolvimento do ministério deste pastor luterano alemão, e faço isto transcrevendo brevemente alguns fatos relativos à sua vida:

“Jürgen Moltmann é um dos principais teólogos Luteranos contemporâneos. Ele nasceu em 1926 em Hamburgo, Alemanha. Moltmann lutou na II Guerra, foi feito prisioneiro pelos ingleses e foi levado para um campo de concentração na Inglaterra. Moltmann de 1945-1948, esteve prisioneiro dos aliados na Bélgica e na Inglaterra. Esses anos de prisão levaram-no a refletir sobre o sentido da vocação cristã. Em 1948 voltou a Alemanha e foi estudar teologia. A partir de 1952, atuou como pastor da Igreja Luterana. Desde 1967, foi professor de teologia sistemática na Universidade de Tubinga. Moltmann é um escritor prolífico, centrado integralmente em ‘olhar a teologia sob um ponto de vista particular: a esperança. É uma contribuição sistemática à teologia, na qual considera o contexto e a correlação que os diferentes conceitos têm no campo da teologia’.Moltmann dedicou-se e ainda se dedica a lecionar teologia em universidades. Moltmann é o criador da 'Teologia da Esperança', em que desenvolve as idéias da realização do Reino, como promessa fundamental de Deus”.[2]

http://megainteressante.tumblr.com/
É muito conveniente, observar que Moltmann, encontrou-se em meio a uma guerra ainda muito jovem (19 anos); penso ainda sobre as esperanças de um jovem alemão naqueles dias, em meio a toda uma efervescência ideológica por parte do nazismo de Adolf Hitler, propondo um mundo novo que não chegou, mas que certamente foi motivo de frustração para uma imensidão de jovens como ele. A crise de Moltmann certamente, foi diferente da vivenciada por Karl Barth[3], e por Dietrich Bonhoeffer[4], estes lutaram contra a guerra, como pastores, já aquele cria nos ideais Alemães, que, entretanto, entrou em colapso para a decepção de muitos.

O site www.batistafluminense.org/pastas/654/Licao, afirma o seguinte:

“Moltmann viu outros alemães desistirem de toda a esperança. Alguns adoeceram e outros até morreram. O mesmo teria acontecido com Moltmann se não tivesse encontrado Jesus. Um capelão lhe deu uma versão do Novo Testamento que incluía os Salmos em apêndice”.

Embora, a humanidade, não esteja imersa em uma guerra mundial nas características em que viveram os contemporâneos do jovem Jürgen Moltmann, não é difícil, constatar que milhões de pessoas na atualidade, percebem que uma guerra muito maior já foi perdida – a guerra da modernidade, trazendo uma avassaladora frustração de que o progresso não pôde cumprir as promessas de um mundo melhor. Existe, no mundo em que vivemos uma evidente desesperança. Quanta gente doente não somente fisicamente, mas também na alma? Quantos estão morrendo da tal desesperança?  E como a experiência deste teólogo Alemão nos inspira a uma reflexão! Desejo aqui citar uma frase conhecida e que creio ser oportuna para fazermos uma conexão entre aquele passado e o momento em que vivemos:  

"Sem conhecer a história, ficamos desorientados, não evoluímos e ainda repetimos os erros do passado”.

III.    A importância do ministério pastoral para o desenho do futuro em nossa sociedade: 
Embora, o futuro, parecesse sombrio para Jürgen Moltmann como o foi para milhões de jovens de sua época, foi lhe descortinada uma real esperança, ao encontrar-se com Jesus e ao ser-lhe oferecida pelo tal capelão, uma versão do Novo Testamento com os Salmos em apêndice. Penso que a história se insinue a repetir. Os prenúncios da pós-modernidade são escatologicamente armagedônicos; espantam-nos sobremodo; entretanto a igreja, não pode ficar passiva, aguardando o lado trágico do desfecho apocalíptico. Como afirmou o próprio Jesus o ômega do momento escatológico:  

Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cadadia o seu próprio mal.  Mateus 6:34

Existe realmente uma tensão entre o trágico e o maravilhoso no escatológico, e o trágico é o que não nos convém inculcar e disseminar, mas sim nos esforçarmos para que ele não domine o nosso presente, pois o presente é o tempo em que vivemos.  O cristão deve ser incentivado e instruído como foi o jovem Moltmann, a ser intolerante com o mal, pois este sim gera tragédias, frustrações e desesperanças; este sim antecipa para o nosso tempo o caos apocalíptico, que de nada nos interessa.  O pastor, em especial, deve proclamar um tempo de esperança, mas também um tempo em que os homens sejam levados a confrontarem a sociedade humana com todos os seus títulos e impérios que se organizam alicerçados em expectativas destrutivas.  A instrução do ministério pastoral deve ser no sentido de que a igreja não somente espere uma cidade futura, mas que já comece a se estruturar para experimentá-la, vivendo como cidadão dela aqui, pois Jesus já começou o processo de introdução do seu reino aqui neste mundo quando ressuscitou.
Estamos certos de que realmente no futuro, em Jesus, algo absolutamente surpreendente irá acontecer, entretanto, por ele ter ressuscitado e irrompido na história e na realidade humana, tendo feito isto com esplendoroso poder, não está isento de no presente, começar em nós e através de nós, surpreender-nos com os seus poderosos feitos.
Assim passou a crer e a pregar o outrora desesperanço soldado alemão Jürgen Moltmann, mas que ao aceitar Jesus pôde, através Dele, reconhecer quem realmente governa o universo e quem realmente concede uma esperança que jamais será frustrada.

IV.    Conclusão:
Para concluir, desejo, transcrever um texto de Batista Mondin sobre a relevante teologia deste inspirador teólogo e pastor alemão, que por certo, nos levará a considerar a importância do ministério pastoral como influenciador deste mundo desesperançoso e sombrio em que vivemos, mas que pode ser impactado pela proclamação de Jesus, no qual a esperança jamais será frustrada:

                         “Colocado em confronto com aquilo que podemos experimentar agora, ele traz algo de radicalmente novo. Não obstante, não está completamente separado da realidade que experimentamos e que vivemos atualmente, porque, como futuro ‘virtual’, ele influi sobre o presente, despertando esperanças e suscitando resistências... A esperança cristã não se volta a nenhum outro a não ser para o Cristo que veio, mas espera dele algo novo, algo que ainda não aconteceu, espera que se cumpra em todos,  a justiça de Deus que foi prometida por meio de sua ressurreição, espera que se cumpra a senhoria daquele que foi crucificado, estendendo-se a todas as coisas prometida em sua glorificação” [5].   


[1] Mondin, Battista, Os grandes Téologos do Século XX, Título original: I Grandi teologi del secolo ventesimo, Edições Paulinas. São Paulo - SP, p.195, 1987.
[2] http://teologia-contemporanea.blogspot.com/2008/02/jrgen-moltmann-1926.html, acessado em 20/06/2009.
[3] Karl Barth (10 de Maio de 1886—10 de Dezembro, 1968) foi um teólogo cristão-protestante , pastor da Igreja Reformada, e um dos líderes da teologia dialética e da neo-ortodoxia protestante. Nasceu na Basiléia e foi criado em Berna (ambas na Suíça). De 1911 a 1921 foi pastor da aldeia de Safenwil no cantão de Aargau. Lecionou teologia em Bonn, Alemanha, mas, em 1935, recusou-se a apoiar Adolf Hitler e teve que deixar o país, retornando à Basiléia. ... Originalmente treinado na Teologia Protestante Liberal, desapontou-se com ela devido aos males e horrores da Primeira Guerra Mundial...
[4] Dietrich Bonhoeffer (Breslau, 4 de fevereiro de 1906 – Berlim, 9 de abril de 1945) foi um teólogo, pastor luterano, membro da resistência anti-nazista alemã e membro fundador da Igreja Confessante, ala da igreja evangélica contrária à política nazista. Bonhoeffer envolveu-se na trama da Abwehr para assassinar Hitler. Em março de 1943 foi preso e acabou sendo enforcado, pouco tempo antes do próprio Hitler cometer suicídio.
[5] Mondin, Battista, Os grandes Téologos do Século XX, Título original: I Grandi teologi del secolo ventesimo, Edições Paulinas. São Paulo - SP, p.199, 1987.

Trabalho que apresentei em meu curso de Bacharel em Teológia para a Universidade Metodista de São Paulo 

Abraços aos alunos do CEFORTE - extensão Cabo Frio - RJ, para os quais ministrei a matéria Teologia Contemporânea. 

Rev. Derciley Chaves Bastos

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O pastor, seu gemido, sua alegria!



Obedecei a vossos pastores, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. 

  Hebreus 13:17



O escritor de Hebreus, ensina-nos a obedecermos aos nossos pastores, e sujeitarmos a ele. Este é um texto que exige de cada um de nós uma profunda reflexão nos dias em que vivemos.

É responsabilidade do pastor diante de Deus, segundo o texto,  velar pelas almas das ovelhas. ( A Bíblia Nova Versão Internacional  traduz a palavra velar como cuidar), assim, o pastor deve tomar conta das ovelhas para um dia devolvê-las a Jesus que as confiou; e embora alguns, inclusive até pastores, pensem que isto seja fácil, com certeza não é, pois requer fidelidade plena a esta missão, renuncia de alguns sonhos e sobretudo, amor incondicional ao Senhor que vocaciona o homem ao pastorado!

Penso que realmente temos vivido em uma época bastante árdua para o pastoreio, em um mundo onde se enaltece a auto-suficiência, onde alguns se acham sábios aos seus próprios olhos, se veem como quem tem ótimas idéias para liderar e serem bem sucedidos e não abrem mão de suas convicções próprias.

Ainda relacionado as declarações anteriores, vivi algumas situações em que  alguém opinava que eu como pastor, deveria ser mais enérgico, entretanto, simultaneamente a respeito da mesma situação, outro alguém já me afirmava que eu deveria ser mais manso e paciente. Me colocava então a refletir e orar a respeito da situação e chegava, às vezes, a conclusão de que as opiniões de algumas pessoas, normalmente dependia da ótica em que estavam envolvidas nas circunstâncias, pois acontecia de desejarem que o pastor fosse, complascente com os seus próprios erros, mas intransigente com os erros dos outros, sobretudo aqueles que "pisassem em seus calos" ou "atravessassem em seus caminhos".

Geralmente, este tipo de pessoa, que diga-se de passagem, não é maioria nas igrejas, acaba pouco se importando com o desfecho da situação, desde que a mesma lhe traga a sua satisfação pessoal. Assim, para alguns, normalmente pouco importa a alegria ou o gemido do  pastor citado em Hebreus 13:17b :

 "... para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil."

Gostaria, então de declarar a seguir em que consiste o gemido ou a alegria do pastor citados pelo escritor de Hebreus, segundo minha opinião:  

O gemido do pastor: Consiste em saber que existem pessoas na igreja que sorriem para ele por frente, mas o traem por trás, não o ouvem, fingem que o escutam, não valorizam os seus conselhos, seus esforços, sua experiência, não entendem suas lágrimas, suas perplexidades e seus sonhos. Pastores gemem, quando sabem que colocaram a mão ao arado e tem que seguir em frente, mas que chegam em momentos extremos a admitir a hipótese de voltar atrás. Fazem ouvir o seu gemido, quando algumas "ovelhas" se lembram dele como alguém "utilizável" somente na hora de a abençoar: no dia de seu casamento, da apresentação do seu filho, nos momentos de angústia dos hospitais ou quando a morte ronda os seus lares, sendo que para ele, se é que é verdadeiramente pastor, tudo isto, embora lhe seja uma obrigação, também lhe seria motivo de profunda alegria, se fosse acompanhado com um sentimento de gratidão e de amizade sincera! 

A alegria do pastor: Entretanto, consiste em saber que existem pessoas, que embora tenham problemas, o amam, o respeitam, o ouvem, choram com ele, se necessário for, reconhecem o seu esforço, suas renúncias. O veem como pastor, mas também veem ele e os seus como seres humanos carentes de amor, de ajuda, de cuidados, de amparo, de compreensão, pois embora tenham vontade sincera de acertar, são imperfeitos e sujeitos a errar como qualquer outra família da igreja.

Entendo assim que, a alegria do pastor é o reflexo de uma igreja que aprendeu a amar e a obedecer de corpo e alma o Supremo Pastor Jesus, que confiou a homens como Pedro, mesmo em momentos mais fragilizados de suas vidas  a mais nobre e sofrida de todas as missões que é  a de o  auxiliarem à apascentar o seu rebanho até que ele volte; aí sim será um só rebanho e um só pastor!      

"Tornou a perguntar-lhe: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas."
João 21:16

"... a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor."
João 10:16 b


Abraços deste pastor e amigo!

Rev. Derciley

quarta-feira, 21 de março de 2012

O sol da justiça realmente nasce para todos?


"Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria."  

Malaquias 4:2


Malaquias profetizou uma esperança gloriosa para o povo de Deus. Sua voz bradava, incentivando aos tementes a Deus, a continuarem crendo que valeria à pena ser fiel, mesmo que vivendo em meio a tanto ceticismo, apostasia e desânimo do período pós-cativeiro; ainda que em meio à escuridão da noite de um recomeço, em que se era atraído a fazer uma comparação entre um presente de incertezas e um passado que, embora glorioso, inevitavelmente desvaneceu-se com a forçosa ida para Babilônia. Este profeta do Senhor deixou registrado o tipo de pensamento predominante dos seus dias:

 "Vós tendes dito: Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar os seus preceitos...?"   
Malaquias. 3:14 a.

Malaquias 3:14
Vós tendes dito: Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar os seus preceitos, e em andar de luto diante do SENHOR dos Exércitos?
Malaquias 3:14
Vós tendes dito: Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar os seus preceitos, e em andar de luto diante do SENHOR dos Exércitos?
Malaquias 3:
A verdade é que, como pessoas propensas às vulnerabilidades da vida, acabamos sendo levados ao enrijecimento da sensibilidade, não permitindo, às vezes,  nos deixar restaurar após os percalços da trajetória.

E realmente, há de se dizer que, não é fácil aceitar que os sonhos mais legítimos foram frustrados em um passado que  não volta mais e que, os ideais mais íntimos da alma, ficaram presos em uma história que não teve um final feliz; posso afirmar inclusive que, se não houver  muita determinação emocional e força espiritual de se seguir em frente, também nossa atitude não será muito diferente da dos contemporâneos de Malaquias.

Com certeza posso afirmar que, não são poucos os que vivem hoje da mesma forma que viveram aqueles judeus pós-exílicos: enrijecidos por uma espécie de saudosismo, abraçados às  desesperanças e obssecados por sonhos que acabaram não se concretizando! Conheço inclusive muita gente assim, e tenho que confessar que, às vezes, me esforço para não estar incluído neste rol de pessoas

Refletindo sobre estas questões, Sou forçado "a olhar para trás" e ver pessoas como Daniel, Ananias, Misael, Azarias, Ezequiel - o profeta/sacerdote e alguns outros que foram vítimas e não algozes da trágica ida para o cativeiro. Vejo, também ao olhar no presente, pessoas parecidas com algumas que voltaram de Babilônia: em meio a infieis, gente  sincera  que Deus estava sondando e desejando alcançar por intermédio daquelas palavras proféticas.

É bom afirmar aqui, entretanto, que não quero com as declarações anteriores,  isentar de culpas, os contemporâneos de Malaquias. A questão em si é outra: é que não tem como olhar para as páginas da Bíblia e não ficar alarmado com os fracassos vividos por aquele povo em consequência dos seus líderes, a saber: alguns reis daquela nação, que chegaram ao auge da impiedade e da degradação moral,  e de sacerdotes da época, totalmente coniventes  com o estado lastimável em que se encontravam estes cabeças da nação, quase de um modo geral.

Penso então que restaria ao povo, naqueles tempos,  a opção de seguir ou não os péssimos exemplos, só que infelizmente, o mais comum é deixar se levar por quem deveria ser o espelho, conforme pensava o poeta Luis Vaz de Camões: " O fraco rei, faz fraca a forte gente"; e entendo que nisto a Palavra de Deus concorda com o pensador português, conforme versículos a seguir os quais acabam dando algumas pistas da causa das degradações do povo, naqueles tempos:  

 "Entregá-los-ei ao desterro em todos os reinos da terra; por causa de Manassés, filho de Ezequias, rei de Judá, e por tudo quanto fez em Jerusalém".  
 Jeremias 15:4
 
 "A lei da verdade esteve na sua boca, e a iniqüidade não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão, e da iniqüidade converteu a muitos.  Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.  Mas vós vos desviastes do caminho; a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes a aliança de Levi, diz o SENHOR dos Exércitos. Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei." 
 Malaquias 2:6-9
A lei da verdade esteve na sua boca, e a iniqüidade não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão, e da iniqüidade converteu a muitos.

Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.


Mas vós vos desviastes do caminho; a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes a aliança de Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.


Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei.

Malaquias 2:6-9

A lei da verdade esteve na sua boca, e a iniqüidade não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão, e da iniqüidade converteu a muitos.

Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.

Mas vós vos desviastes do caminho; a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes a aliança de Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.

Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei.
Malaquias 2:6-9
A lei da verdade esteve na sua boca, e a iniqüidade não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão, e da iniqüidade converteu a muitos.

Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.

Mas vós vos desviastes do caminho; a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes a aliança de Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.

Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei.
Malaquias 2:6:
Desejo ainda afirmar  que o sol da justiça, prometido pelos lábios do profeta Malaquias, não nascerá para todos assim como o sol de brilho transitório deste mundo citado pelo Senhor Jesus Mateus 5:45:  "para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol ... sobre justos e injustos." (gente corrupta, negligente, infiel, que prioriza em sua vida somente benefícios materiais, jamais desfrutará deste sol que nunca perderá o seu brilho). 

É este o sol que nascerá exclusivamente para os chamados  "remanescentes fiéis", ou seja, aqueles que, apesar das corrupções, apostasias e ceticismos, não se cansaram de continuar temendo ao Senhor.  

Sei que nunca será fácil, assim como não foi nos dias do Profeta Malaquias, mas não me canso de esperar. Assim, no momento certo, a noite terá passado e a hora de saltar de alegria terá chegado!


   " Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve."
Malaquias 3:18
Abraços!

Rev. Derciley Chaves
 dia em que eu agir", diz o Senhor dos Exércitos, "eles serão o meu tesouro pessoal. Eu terei compaixão deles como um pai tem compaixão do filho que lhe obedece.

Então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem.
Malaquias 3:16-18
Depois aqueles que temiam ao Senhor conversaram uns com os outros, e o Senhor os ouviu com atenção. Foi escrito um livro como memorial na sua presença acerca dos que temiam ao Senhor e honravam o seu nome.

"No dia em que eu agir", diz o Senhor dos Exércitos, "eles serão o meu tesouro pessoal. Eu terei compaixão deles como um pai tem compaixão do filho que lhe obedece.

Então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem.
Malaquias 3:16-1
 lei da verdade esteve na sua boca, e a iniqüidade não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão, e da iniqüidade converteu a muitos.

Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.

Mas vós vos desviastes do caminho; a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes a aliança de Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.

Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei.
Malaquias 2:6-9
A lei da verdade esteve na sua boca, e a iniqüidade não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão, e da iniqüidade converteu a muitos.

Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.

Mas vós vos desviastes do caminho; a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes a aliança de Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.

Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei.
Malaquias 2:6-9
MMalaquiquias 4:2
Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.
Malaquias 4:2
Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.
Malaquias 4:2
Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.
Malaquias 4:2
Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.
Malaquias 4:2
Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.
Malaquias 4:2

sexta-feira, 16 de março de 2012

Petrópolis - uma cidade que Jesus ama!

Na Bíblia, existem pelo menos quatro cidades que o Nosso Senhor Jesus tinha motivos para amar de forma especial. Estas cidades são:

Belém: Cidade natal de Jesus sobre a qual havia profetizado Miquéias, como o local onde nasceria o Messias.  “Mas tu, Belém-Efrata, embora pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos”  Mq 5:2.  Belém quer dizer casa de pão. Desta inesquecível cidade surgiu para o mundo aquele que viria a ser o pão que alimenta os homens que estão a caminho dos céus.


Nazaré: Cidade pela qual Jesus ficou conhecido como nazareno “e foi viver numa cidade chamada Nazaré. Assim cumpriu-se o que fora dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno”. Mt 2:23 O significado de Nazaré (Natzer)  é renovo. Para uma nação sem esperança, em meio a decepções, e domínio de impérios que dominaram aquelas terras,  surgiu um ramo verde de vida e esperança (Jesus é o nosso renovo). Pena que aquela cidade expulsou de suas terras o mais ilustre dos seus habitantes. Nazaré rejeitou Jesus.  (Lc.4:29-30).    
  
Cafarnaum: Foi a cidade que recebeu Jesus de braços abertos (Mt 4:13), portanto era lá que o  Senhor Jesus se sentia em casa (Mc.2:1).  Assim como foi naquela cidade, onde há liberdade, Jesus pode realizar maravilhas (Mc.2:11; Lc. 7:10).    
Jerusalém: Foi a cidade pela qual Jesus chorou  (Lc19: 41), pois além de não receber os mensageiros de Deus, os matava (Lc13; 34). Jesus não somente amou aquela cidade, mas também desejou profundamente a sua paz (Sl.122:6). Jesus andou por Jerusalém e observou tudo ao seu redor (Mt 11:11). 

Do mesmo modo, Jesus tem observado Petrópolis, uma cidade que Ele ama. Que Jesus, o pão vivo, esteja alimentando a fome que esta cidade tem de Deus.   Que Ele esteja proporcionando uma esperança viva, para os decepcionados, cansados, subjugados pelo  Império do mal, que implacavelmente tem assolado nossa nação. Que Petrópolis não seja como Jerusalém, motivo de tristezas para Jesus, mas que siga o exemplo de Cafarnaum, que viu tantos milagres acontecerem, por tê-lo recebido de braços abertos.  
(Texto de minha autoria postado em pastoral do boletim em 16 de março de 2007)

Minha homenagem a todos os irmãos e amigos petropolitanos

Abraços

Rev. Derciley
Petrópolis vista da janela do apartamento que moramos na Rua Silva Jardim

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher - obra prima de Deus!

Desde o início do meu ministério pastoral sempre utilizei o dia 08 de março para celebrar um culto em referência ao Dia Internacional da Mulher, embora esta data não fizesse parte de calendários eclesiásticos e, por conseguinte não fossem comuns eventos com este tema na igreja. 

Meu objetivo sempre foi levar a comunidade local a uma reflexão sobre a importância da mulher no contexto social, sobre as discriminações sofridas por ela e lembrar também suas conquistas através dos tempos.

Entendo sim que no início, esta data tenha  sido olhada  com certa cautela por alguns, por causa de sua origem em manifestações femininas por melhores condições de vida e trabalho, que embora fossem justas, mas que envolveram algumas greves e protestos com objetivo de conquista destes direitos junto a empregadores comumente adaptados a uma tradição machista prevalecente há séculos, o que comumente gerava alguns receios de posicionamento político e em alguns casos mais extremos até de enfrentamentos por conflitos de idéias. 

É bem verdade que este movimento lícito pelo mundo, depois do seu início, acabou realmente adquirindo perfis mais ideológicos com repercussões sócio-políticas, podendo ser observadas a partir daí, revindicações alavancadas por movimentos feministas que lutaram por igualdade de direitos entre sexos opostos e contra a desigualdade social de um modo geral,  fazendo, inclusive valer a força da mulher através da conquista do direito lícito do voto.  

Mais também não deixa de ser correto o raciocínio de que algumas questões de divergências políticas e ideológicas, com alguns extremos seguidos pelos movimentos “feministas”, o que não significa necessariamente a mesma coisa que movimentos “femininos”, acabaram fazendo alguns olharem estes eventos com certa reserva, senão com cautela. 

É bom afirmar aqui, entretanto, que não é meu propósito aprofundar a questão levantada acima. Na realidade, o meu desejo nesta reflexão é enfatizar a ideia de que a igreja de hoje, precisa desenvolver ainda mais esta homenagem, aproveitando a data para agradecer a Deus pelas mulheres que Ele tem levantado para serem bênção na igreja, na sociedade de um modo geral e em especial no seio familiar.
  • Penso que deve ser compromisso da igreja, envolver seguimentos de oração para interceder pelas mulheres: que são nossas filhas, mães, esposas, amigas de trabalho, ou mesmo a anônima próxima a cada um de nós. 
  • Entendo que os seguimentos evangelísticos devem ser mobilizados para levarem as boas novas a tantas mulheres que estão sofrendo exploração sexual, marginalizadas pelo uso de drogas ou vivendo qualquer tipo de sofrimento relacionado ao triste fim da era moderna que vivemos. 
  • Creio que os setores de ensino devem fazer palestras sobre as conseqüências do aborto, sobre os direitos da mulher, entre eles suas conquistas referentes à  lei Maria da Penha e outros temas similares.
Não podemos deixar de falar nas igrejas nesta data tão sugestiva, dos preconceitos que Jesus quebrou contra a mulher e dos paradigmas femininos contidos na Palavra de Deus que estimulam a mulher como pessoa, digna de honra e de ser amada.

Como exemplo de preconceitos quebrados por Jesus, pode ser citado aqui, o caso do encontro do Poço de Jacó no qual a samaritana fica admirada pelo fato de o Senhor, sendo  homem e judeu, lhe pedir água, sendo ela uma pessoa discriminada pela sociedade na qual vivia, por causa de sua situação afetiva irregular e também pela sua condição social, já que judeus não se relacionavam com samaritanos por motivos de divergências religiosas do passado.   

Quantas outras mulheres da Palavra de Deus podem ser lembradas como modelo para a mulher contemporânea, podendo ser citadas como exemplo:
  1. Eva a mãe de toda a humanidade; 
  2. Maria que deu à luz Jesus Cristo o mais importante de todos os homens; 
  3. Maria Madalena a primeira entre todos os discípulos a ver Jesus após a ressurreição e a primeira a ser comissionada a dar a boa nova ; 
  4. Raabe, a prostituta que por sua fé, tornou-se um canal de Deus na conquista de Canaã, sendo honrada nas genealogias de Davi - o maior rei de Israel e na de Jesus o Rei dos reis e Senhor dos senhores; 
  5. Rute uma estrangeira pobre e desventurada de cuja descendência vem o já citado Rei Davi – seu bisneto, e como a já citada Raabe, tendo no rol dos seus descendentes o mais notável de todos os homens – Jesus de Nazaré.
Com certeza, em um mundo de tanta discriminação contra as mulheres a igreja do Senhor Jesus, poderá fazer ecoar sua voz de forma muito mais eficaz do que qualquer movimento político ou ideológico. Assim em ato de celebração poderemos declarar no dia 08 de março:

“A beleza é enganosa, e a formosura é passageira, mas a mulher que teme ao Senhor será louvada”.
Provérbio 31:30

Não poderia encerrar este texto sem citar as mulheres mais importantes da minha historia:

Familiares ascendentes:
Minha mãe
Valdete Chaves Bastos
Minhas irmãs
Wanda Chaves Bastos Nascimento
Denise Bastos de Moraes
Valéria Chaves Bastos
Minha prima e irmã de criação
Terezinha Pereira dos Reis
Minha sobrinha
Esther Bastos de Moraes
Maithê Bastos de Moraes

Familiares descendentes:
Minha esposa
Ivone Borges Bastos
Minhas filhas
Priscila Borges Bastos
Patricia Borges Bastos

A estas queridas mulheres e a todas as colegas de trabalho, de escola,  de faculdade. As  minhas queridas ovelhas, as que se encontram esporadicamente comigo nos ônibus, me atendem no comércio, nos bancos, nos guichês de pedágio. As menininhas, as garotas, as adolescentes, as jovens, as senhoras,  as bem idosas.
As que usam burcas,  porque não podem expor publicamente sua beleza;
as que não são celebradas quando nascem simplemente por que não nasceram homem;
 as que são mutiladas em sua sexualidade, por que machistas temem serem traídos;

 enfim a todas as mulheres de todo mundo:

Minha sincera homenagem!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Não seja um exterminador de potencialidades.

"Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
Mateus 7:1
"Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
Mateus 7:1
"Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
Mateus 7:orma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.
Mateus 7:2
Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.
Mateus 7:2
"Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
Mateus 7:1
"Não julguem para que vocês não sejam julgados"
Mateus 7:1 NVI
No que diz respeito ao julgamento e à crítica, Jesus ensina: “não faça”. Só que infelizmente existem pessoas que se dizem cristãs, mas que são juízas severas do seu próximo e implacavelmente criticas.

Não se pode deixar de dizer aqui, que quando feita de forma equilibrada, a crítica pode até servir como uma forma de empurrão para quem está abatido ou meio inerte pelos reveses da vida – é o que chamamos de crítica construtiva. Já em contrapartida, assim como qualquer medicamento, se a dose de crítica for aplicada em excesso, em forma de apreciação desfavorável, ou depreciação como queira, ela se tornará destrutiva podendo trazer efeitos colaterais para quem dela for vítima, como por exemplo, o extermínio de potencialidades latentes, prestes a se manifestarem.

E não é justamente isto o que temos visto neste mundo do “cada um por si e do 'deus' somente por mim”? Não temos visto no dia-a-dia a promoção do desestimulo ao próximo, pela concorrência desleal,  mediada por um tipo de duelo infeliz cujas armas são o juízo sem misericórdia e a crítica destruidora?  


Assim vemos, irmão depreciando irmão com o fim de torná-lo menos competitivo ao invés de mais aliado! Atitude esta sim que deve ser sempre depreciada no meio cristão, e combatida com atitudes nobres de um verdadeiro discipulo de Cristo, que é como uma flor de lótus que exala o seu perfume e deixa transparecer a sua beleza em meio ao lodo no qual nasceu e subsiste. (Permita-me aqui a ilustração tipicamente oriental, mas que se encaixa perfeitamente dentro deste contexto).   

Seguindo, entendo que além de o ”espírito de crítica” não ser coisa de cristão, penso ainda que só há um espírito que consegue confrontar e convencer o homem dos seus defeitos sem magoá-lo, feri-lo ou exterminar suas potencialidades - Este é o Espírito de Deus. Assim sendo, devemos buscar a Este ao invés de sermos envolvidos por aquele. 

Longe de nós, então, este “espírito de crítica” que fatalmente nos levará à competição e à presunção de que sejamos superiores a quem quer que seja.
  1. Que possamos, de uma vez por todas, entender que: se vemos um cisco no olho do próximo, na verdade existe uma trave no nosso;
  2. Que percebamos que o que vemos de errado nos outros, o Espírito de Deus - que é onisciente - encontrará oculto em nós!
Sei que com certeza haverá um dia no kairós de Deus em que a raça humana será levada a entender a leviandade do pecado que desde a queda no jardim do Éden a acompanha: o erro de projetar no semelhante aquilo que se tenta esconder a respeito de si mesma, de tal forma que todas as vezes que julga o outro, condena-se si própria.

“Ora, você que leva o nome de judeu, apóia-se na lei e orgulha-se em Deus;
se você conhece a vontade de Deus e aprova o que é superior, porque é instruído pela lei;
se está convencido de que é guia de cegos, luz para os que estão em trevas,
instrutor de insensatos, mestre de crianças, porque tem na lei a expressão do conhecimento e da verdade; então você, que ensina os outros, não ensina a si mesmo? Você, que prega contra o furto, furta?”
Romanos 2:17-21 NVI

Concluindo, creio que chegará este tempo de Deus a quem pertence o juízo, mas enquanto ele não chega, necessário é que desvencilhemos deste tal “espírito de crítica”, caso ainda não o fizemos, para assim conseguirmos ver que sempre existe algo de bom na vida do nosso próximo, que o Espírito de Deus, com certeza, quer que valorizemos.

Poderemos assim enquanto o grande juízo não  está em processo, sermos mais amorosos e compassívos ao invés de júizes, sendo instrumentos de graças para aqueles cujas potencialidades latentes certamente irão florescer como o lótus nesta efêmera passagem  por este mundo!

"E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo"
 João 12:47
 
Abraços!   

Rev. Derciley 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O silêncio da conivência e o grito da inocência!

Recentemente li uma notícia que me deixou ao mesmo tempo triste e indignado. O título da matéria é: “Vaticano: aplicar lei do silêncio à pedofilia é errado e injusto[1]”, seguindo-se relacionadas a estas, outras entre elas: “Casos de pedofilia custaram US$ 2 bilhões à Igreja Católica[2]”. 

Embora, a minha indignação não deixe de ter relação com a degradação moral surgida nos bastidores de uma entidade conhecida como cristã pelo mundo não cristão, A minha tristeza aqui, com relação a este escândalo é enfocada mais especificamente no silêncio sepulcral do qual líderes religiosos que se dizem representantes do povo se valeram para “proteger” seus “amigos de fé”. Posso aqui, até afirmar que estas indignação e tristeza não sejam exclusividades minhas, mas que, independentemente de credo, sejam senso comum .

Observei, à medida que refletia sobre este tema, uma relação com o conflito entre israelitas e amalequitas nos primórdios da monarquia de Israel em que Saul exterminou crianças, mulheres e idosos, executando a sentença que realmente lhe fora  determinada, entretanto se silenciando e poupando  vergonhosamente o rei destes. Não vejo no caso de Saul outra justificativa para a sua atitude que não tenha sido a de considerar aquele povo “gente insignificante, desclassificada e descartável”, ao passo que, Agague  - o seu rei, para ele Saul, fosse pessoa nobre, de seu mesmo grupo social. Sendo assim, o rei de Israel além de desobedecer a Deus, fora parcial; o que a meu ver, é o mesmo que injustiça.  E não são realmente parecidas as atitudes de alguns poderosos que se silenciaram em prejuízo de tantas pessoas  usadas e descartadas que não tiveram quem por elas levantasse a sua voz? Pasmem! Segundo a matéria publicada foram aproximadamente 100 000 vítimas de pedofilia molestadas por estes bandidos travestidos de líderes religiosos!
 
 É importante ressaltar aqui que, Samuel como autoridade profética, além de não se silenciar a respeito deste reprovável ato do primeiro rei de Israel, sem hesitação o confrontou. Penso assim que com relação a Saul, o profeta entendia que obediência pela metade seria o mesmo que desobediência integral, mas com relação a si próprio, jamais poderia silênciar-se diante de injustiça, pois isto também é pecado. Concluo ainda, com relação ao desfecho melancólico deste episódio, que as atitudes ou ausência delas, inevitavelmente levarão a grandes prejuízos e que os maiores prejuízos não são somente materiais como perdas de ovelhas, bois e etc. ou de US$ 2 bilhões como no caso das indenizações pagas pelos casos de pedofilia aqui citados, mas, sobretudo, morais de quem os sofre e de credibilidade de quem os comete ou os omite.   
  
Indo a frente É interessante notar que os conflitos de bastidores da monarquia de Israel não se restringiram somente à desobediência de Saul. Seguiram-se os desvios de Davi. Confrontado  veementemente pelo profeta Natã, por ter tentado silenciar a voz de seu fiel capitão Urias, que mesmo emudecido pela sepultara, gritava através da voz da denúncia profética. O confortador da história do Rei Davi, entretanto, é que o grito da denúncia e o ímpeto do confronto fizeram com que uma história de devassidão e impiedade se tornasse numa linda história de sincero arrependimento.   

Meditando nestes fatos, entre várias lições, extraio para mim que: ainda que o confronto incomode e a voz da denúncia exponha à vulnerabilidade que insiste em se ocultar, ainda sim é preferível ser confrontado como foram Davi, Jonas, Pedro e outros personagens bíblicos  sejam quais fossem os títulos que os acompanhassem: rei, profeta, apóstolo, etc., pois é verdadeira a máxima de que “Quem avisa amigo é”.

Foi por sempre pensar assim que, nunca gostei que passassem a mão na minha cabeça; não busco privilégios, detesto injustiças e espero que os meus verdadeiros amigos de fé me confrontem se eu estiver errado; creio definitivamente que qualquer tipo de injustiça inclusive pretensamente em meu benefício que se valha do silêncio como forma de pacificação quer seja para mim, quer seja para o contexto no qual eu esteja inserido, mais cedo ou mais tarde  levará a mim e consequentemente o meu redor à ruína. Lembro-me, por exemplo, do caso do profeta Jonas quando fugia para Tarsis! Lembro-me dos prejuízos de seus companheiros de viagem!

Desejo ainda declarar que afirmei estes dias que admiro a nobreza de alguns católicos como: Tereza de Calcutá, que doou a sua vida pelas crianças pobres da Índia e Zilda Arns que trabalhando incansavelmente por crianças no Brasil e no exterior, acabou vindo a falecer em terremoto que ocorreu no Haiti em 2010. Quem não conhece histórias de freiras que cuidam de tanta gente enferma? Tantos anônimos decentes que professam esta fé, mas que hoje se sentem manchados e sofrendo de alguma forma o opróbrio dos exemplos destes vilões travestidos de cristãos.

Porque então juntos não gritarmos contra esta e outras formas de injustiças, estejam em que bastidores estiverem? Pois quem se silencia quando tem que se pronunciar fatalmente poderá ser confundido ou subentendido como um mero “amigo de fé” deste tipo de gente, um conivente ou na menor das hipóteses alguém até de boa fé, mas que acabará sofrendo os prejuízos da suspeita da cumplicidade. 

Para encerrar deixo aqui a denúncia profética de Ezequiel em forma de analogia de uma edificação, cujos edificadores tentaram ocultar a sua vulnerabilidade caiando sobre a podridão interna oculta aos olhos, mas inevitavelmente em processo de auto-arruinamento. 

Ezequiel 13:12-16
 Quando o muro desabar, o povo lhes perguntará: "Onde está a caiação que vocês fizeram? Por isso, assim diz o Soberano Senhor: Na minha ira permitirei o estouro de um vento violento, e na minha indignação chuva de pedra e um aguaceiro torrencial cairão com ímpeto destruidor.
Despedaçarei o muro que vocês caiaram e o arrasarei para que se desnudem os seus alicerces. Quando ele cair, vocês serão destruídos com ele; e vocês saberão que eu sou o Senhor.  Assim esgotarei minha ira contra o muro e contra aqueles que o caiaram. Direi a vocês: O muro se foi, e também aqueles que o caiaram, os profetas de Israel que profetizaram sobre Jerusalém e tiveram visões de paz para ela quando  não havia paz, palavra do Soberano Senhor.