terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A franca escolha das nações e os contrassensos de suas liberdades

As histórias das civilizações antigas sempre foram caracterizadas pelos grandes heróis que as construíram, pelas grandes batalhas que travaram para fazer dos seus povos nações grandiosas e do apogeu que as “perpetuaram”.
Pirâmides do Egito , uma das sete maravilhas
 do mundo em todos os tempos.
Umas das mais monumentais construções de todas as civilizações

Penso, entretanto, que as ruínas dos povos algumas vezes ocorridas de formas impressionantes, nos transmitem lições ainda mais importantes que as suas glórias, nos convidando a não desprezá-las, sob pena de experimentarmos os mesmos fracassos que estes grandiosos povos no passado enfrentaram.

Posso começar exemplificando com o próprio Israel do Antigo Testamento que após conquistas memoráveis e inspiradoras para todas as nações, teve que encarar o seu inevitável declínio.
E por qual motivo aconteceu o colapso nacional de Israel naqueles dias?  Permita-me que lhe apresente o pensamento de Jeremias, homem que além de ter sido tomado pela inspiração Divina, foi testemunha ocular dos fatos:
Jeremias 2:12-13
Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o Senhor. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas. 
E quanto a mais outras civilizações citadas na Bíblia Sagrada como o Egito dos Faraós e a Babilônia do grandioso Nabucodonosor, o que têm elas a nos ensinar? Não foram todas marcadas por ascensões grandiosas e posteriores deteriorações quase que inexplicáveis?
Assim sendo, não podemos desprezar o fato de que todas as grandes civilizações, sejam nas páginas da Bíblia, sejam nos anais da história que viveram seus momentos de ruínas, tiveram alguns fatores em comum entre os quais, desejo destacar pelo menos dois aqui:
1º.) A perda gradativa (afrouxamento)  dos seus valores morais e,
2º.) A perda de suas convicções religiosas independente de serem judaico-cristãs,  ou outras quaisquer.
E quanto aos tempos da modernidade, não foi exatamente este fenômeno que se repetiu na civilização ocidental, em especial na Europa, que outrora ostentava o domínio dos povos, os subjugando como suas colônias, tanto nas Américas, quanto na África, Ásia e Oceania expandindo-se mais e mais; fazendo o mundo se dobrar aos seus pés. E não tem sido este mesmo glorioso Continente, que tem sucumbido espantosamente aos nossos olhos?
No entanto, diante dos fatos ocorridos orquestrados por extremistas jihadistas no início deste ano de 2015 que chocaram o mundo, desejo expandir a minha reflexão tratando exclusivamente do país europeu cuja capital Paris, é a mais globalizada e lugar de encontro de todas as nações, povos e culturas do mundo contemporâneo.
Manifesto dos governantes mundiais em homenagem aos mortos
em Paris pelos terroristas jihadistas 
Diga-se de passagem, quero deixar registrado aqui que concordo plenamente com aqueles que, embora estarrecidos, tem feito questão de expressar a preocupação em separar estes terroristas que mataram os doze integrantes ou próximos da Revista Charlie Hebdo, dos islâmicos de um modo geral que são um povo pacífico, embora zeloso de propagar a sua convicção religiosa e que no caso da França, fazem o uso do seu direito lícito de usar o lema Liberté, Egalité, Fraternité”  (Liberdade, igualdade, fraternidade), sob o qual se abrigam todos os povos convidados a viverem esta mensagem evidenciada a partir da luta contra as forças opressoras que em tempos idos governaram aquela nação. 
Noite de São Bartolomeu - 24 de agosto de 1572
Uma das mortandades mais sangrentas da França,
dezena de milhares de protestantes foram mortos
traiçoeiramente  sem direito a defesa
Entretanto, não posso deixar de afirmar, que o grande paradoxo desta situação é que a começar pelos tempos de opressão de uma França cujo governo exterminou setenta mil protestantes (cristãos) e em tempos posteriores, de ícones do pensamento francês que contribuíram para que nossos contemporâneos viessem mergulhar não somente nas águas da laicização, mas, sobretudo “na lama de uma falsa liberdade de um Deus cristão”, que bem lhes poderia ser fator de coesão em meio às crises da atualidade, só que, entretanto, fizeram “Deste” uma espécie de inimigo fatal.
Destaco aqui alguns pensamentos sobre “deus”, sobre os homens e sobre o mundo de Jean Paul Sartre, o maior filósofo francês do século XX:
Jean Paul Sartre - filósofo existencialista francês do século XX
"Se existisse Deus, tudo seria exatamente como é."
"Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana, os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem."
"Eu tinha encontrado minha religião: nada me parecia mais importante que um livro, numa biblioteca eu via um templo."
"Nasci para satisfazer a grande necessidade que eu tinha de mim mesmo."
"O inferno são os outros."

Ao Referir-me, acima sobre ícones do pensamento francês, estava pensando em homens que por meio de refutações ora justas da cristandade, ora injustas do cristianismo, formaram a opinião de um povo sobre a preeminência do humanismo em relação aos ideais cristãos, no século XVIII, como é o caso menos de Jean Jacques Rousseau e mais de Voltaire, mas, sobretudo, do maior existencialista do século XX, o já citado Sartre, que de algum modo acabaram levando, outros a levarem a França a uma encruzilhada sem precedentes.  Desta forma, triste é ser uma nação laica, sem ter um Deus a quem pedir socorro! 
Como salta aos olhos em nossos tempos a palavra do Salmista:
Salmos 144:15 NVI
Como é feliz o povo assim abençoado! Como é feliz o povo cujo Deus é o Senhor!
Por outro lado, ao contrario do pensamento do salmista, os franceses criaram um Estado Laico e até aí tudo bem, não cheguemos a sonhar com um "Estado Cristão", só que infelizmente como se não bastasse, não quiseram nem Deus por perto.
Islâmicos fazendo suas preces em Meca
Mas, voltando ao problema presente... O que dizer por exemplo a 2,5 milhões de religiosos islâmicos, que exigem respeito, esperam ter o direito de usar suas vestes religiosas, e que não abrem mão de convictamente se dobrarem em Paris diante de seu Deus, voltados para Meca?   
E agora, o que dizer a milhões de pessoas que pouco se importam com laicização, mas que clamam por “Liberté, Egalité, Fraternité”?  
Confesso que se pudesse gostaria de obter as respostas dos próprios que fizeram calar a voz de setenta mil protestantes na noite de São Bartolomeu, só porque estes desejavam expressar suas convicções, sua fé, ou até mesmo um sonho latente de “Liberdade, Igualdade e fraternidade” gerado no coração desta tão amada nação!
E quanto aos pensadores da modernidade... Eu  lhes diria: e agora Rousseau, Voltaire e Sartre, o que fazer?
Só posso dizer que, em meio a tanta falta de respostas, diante de uma crescente expansão do islamismo na França e no mundo, diante da expansão missionária das igrejas evangélicas, diante da preocupação do Papa Francisco e do catolicismo de que o mesmo retome seu espaço perdido, diante de um mundo cujas civilizações conquistam, chegam ao apogeu e se definham, que consigamos encontrar ao menos algumas respostas que tragam mais paz, conforto, menos guerras santas, cruzadas, noites de São Bartolomeu,  tristezas e sangues de indefesos!
Para encerrar, quanto a mim, embora respeitando a todos os povos, religiões e convicções, o que espero é ser respeitado na minha não menos inabalável convicção de que chegará um dia em que todos nós amigos: evangélicos, católicos, islâmicos, budistas, céticos, vivendo ou não paradoxos, defendendo ou não o laicismo e mesmo com os “não amigáveis”: contenciosos, extremistas, fundamentalistas, teremos que nos dobrar inevitavelmente diante de Jesus afim de prestarmos contas das nossas liberdades de escolhas. 

Filipenses 2:10-11
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.


Se você não crê como eu, tudo bem! Mas jamais deixemos de nos respeitarmos mutuamente.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Uma virada contra as adversidades, com vitória espetacular!

Queima de Fogos no Réveillon de 2014-2015 em Copacabana
A mensagem do culto da virada em IMW Morada do Contorno, nos levou a refletir que existemvitórias que almejamos, que nada mais passam de desejo de promoção do ego. Enfatizei no entanto que assim como foi em 2014, também existirão momentos que viveremos em 2015, que se não for a misericórdia de Deus pelejando por nós estaremos "fritos". Desta forma, precisamos reconhecer a nossa limitação e buscar nestes momentos a vitória que somente Deus pode dar!

Permita-me aqui exemplificar com a história do Rei Jeosafá que viveu um momento difícil de adversidade no seu reinado em que foi confrontado por uma coligação de exércitos vizinhos. E qual foi a sua reação? Vejamos:
2 Crônicas 20:3-4
"Então Jeosafá temeu, e pôs-se a buscar o Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá. E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao Senhor; também de todas as cidades de Judá vieram para buscar ao Senhor... 12 Ah! nosso Deus, porventura não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti."

Clima de ressaca após virada de ano no Rio de Janeiro

Assim sendo, busquemos então a vitória que perdura e não somente as vitórias transitórias desta vida passageira, marcada por status, prestígio e busca dos prazeres. Que fique para 2015 a advertência do nosso Senhor Jesus registrada em Lucas 12:16-20:
"E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?"

Um feliz 2015 para todos, com as lutas naturais

Oficiais de IMW em Morada do Contorno, que aceitaram o desafio
de trabalharem para Deus e para a comunidade em 2015, justamente em um tempo
em que as pessoas buscam quase com exclusividade um deus que somente
 trabalhe para elas

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Quem merece presente neste Natal? Você sabe o que ele realmente deseja?

Que neste Natal, ao invés de deixarmo-nos atrair pelo mero hábito de darmos presentes às pessoas, a fim de demonstrarmos por elas a nossa estima ou mesmo de almejarmos recebê-los como referência de que somos estimados, possamos experimentar o verdadeiro sentido deste evento que tem sido comemorado pela grande maioria da cristandade de forma cada vez mais distante do seu real propósito. 

Que saibamos discernir, assim como os pastores  das campinas de Belém a mensagem celestial:


Lucas 2:10-15
 Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens. E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber.

Que para nós a manjedoura também seja SINAL, ou seja: a referência de que o Rei dos reis se fez pobre, para se fazer como um de nós, pobres que somos e se fazendo pobre como nós, de algum modo, pôde nos conceder as suas mais gloriosas riquezas que estavam ocultas consigo em sua glória. Assim como afirma as lindas palavras do Apóstolo Paulo:




2 Coríntios 8:9
Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis.

Assim sendo, que o nosso símbolo de Natal seja a MANJEDOURA, referência da renúncia de Cristo para presentear-se a nós  e não o GORRO DO PAPAI NOEL - referência expressa do Natal destituído de Cristo, do Natal dos presentes por mera compulsão capitalista consumista.

Existem mais de 250 milhões de dalits na Índia,
assim como milhares  de outras tribos,
 raças e etnias em todo o mundo que são discriminadas
 e que não sabem que Jesus veio pobre como eles
para ser-lhes o maior presente,
 tendo o poder de fazê-los pessoas ricas em toda sua plenitude.
Sendo assim e sabedores que somos como cristãos, de que o verdadeiro sentido da vinda de Jesus não foi o receber, mas sim o dar-se a si mesmo de presente, celebremos então este Natal com o sentimento de doadores e não de receptores.

Que aquele Natal de dois milênios atrás seja inspiração para nós, assim como foi para os Magos do Oriente, que não foram até Belém para buscarem riquezas, mas para presentearem o que de melhor traziam em suas caminhadas sob a orientação dos altos céus!

Que reconheçamos hoje que o melhor que podemos dar para Jesus é a nossa própria vida pois ela sim vale para Ele mas do que ouro, incenso e mirra, e se vale é por que ele mesmo a valoriza e não porque a devemos considerá-la valiosa.  

Salmos 144:3
Ó Senhor, que é o homem, para que tomes conhecimento dele, e o filho do homem, para que o consideres? 

Para concluir, deixo um significativo texto que consta da coletânea de ilustrações de Natal  do professor da Faculdade Teológica Batista de Campinas  Natanael de Barros Almeida:

Ésquilo, vendo que todos ofereciam presentes a Sócrates, disse ao grande filósofo: 
"Visto que nada tenho para dar-te, vou dar-me a mim mesmo a ti", "faze isso" - disse Sócrates - "e eu te devolverei a ti mesmo melhor do que te tenha recebido."

Seja o presente para Jesus,
Você será muito melhor do que é,  além de se tornar a pessoa mais rica desta Terra por pertencer ao Rei dos reis!

Feliz Natal!





Nota: Afirmo aqui que não quis com as afirmações sobre o gorro do Papai Noel, censurar a ninguém que seja e de antemão deixo registrado o meu pedido de perdão a todos os que ostentam este tipo de instrumento em seus selfies natalinos. Estou ciente, inclusive pela Palavra de Deus de que não devo ser juiz de ninguém; no entanto, ao mesmo tempo afirmo que a minha intenção é exortar em amor a todos os irmãos e amigos que desejam comemorar um Natal essencialmente Cristão). 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A hipocrisia, o caráter discreto no agrado a Deus e as recompensas na vida

Dwight Lyman Moody afirmou que a “reputação é o que as pessoas pensam ao meu respeito. Caráter é o que eu sou quando ninguém está me olhando”.

Recentemente estive refletindo não somente sobre esta frase, mas, sobretudo nas palavras de Jesus que estão registradas em Mateus 6:1-4 e que destacam a hipocrisia do fariseu, as atitudes discretas da vida do cristão e a recompensa recebida por ambos.

Confesso que analisei as palavras enfáticas do Senhor Jesus em relação às atitudes sinceras que devem ser adotas pelos seus sinceros discípulos e o fiz com muita reverência, não somente nestes versículos, mas em todo o seu contexto. Destaco aqui só a título de exemplo o texto a seguir:
Mateus 6:4.  Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.

E porque Jesus declarou estas palavras?
·         Não é difícil constatar que naqueles tempos era comum a classe religiosa dominante gabar-se de sua liberalidade, que de fato não expressava uma sincera misericórdia, mas sim uma mera ostentação com fins de autopromoção;
  1. Assim sendo, com estas declarações Jesus denunciou veementemente os fariseus por este tipo de prática hipócrita,
  2. E fazendo isto, os expos; não somente tirando suas máscaras da hipocrisia, como também questionando suas reputações pelas quais zelavam tendo como fim o serem bem vistos diante da opinião pública.
  3. É interessante notar como Jesus se aproximou de todas as classes sociais, ricas e pobres,  excluídas e degradadas, dando lhes a oportunidade de sinceramente voltarem para Deus, entretanto sua posição em relação a estes que ele chamava de hipócritas, exacerbou-lhes o ódio, fazendo-os por fim levarem o Nosso Senhor,  à cruz. 
Afirmo ainda que, ao caminhar nas páginas da Bíblia, sempre percebi que uma das coisas mais reprovadas por Deus é a pessoa tentar aparentar aquilo que não é, e no caso destas recomendações de Jesus naqueles dias, como ele foi profundo em suas palavras, reprovando aquele sistema!

Desta forma, Jesus como ninguém jamais tinha feito, penetrou nas vísceras daquele sistema carcomido pela falsidade e pela insinceridade, o expondo e o reprovando, comparando os seus adeptos à sepulturas caiadas, ou seja, por fora os mesmos se ornavam como belas edificações, mas no íntimo ocultavam as mais repugnantes podridões.  Mateus 23:27.

Assim sendo, penso que para Jesus:
  1. Pior do que um publicano Zaqueu - corrupto aos olhos da sociedade, mas com desejo de limpar-se,
  2. Era um fariseu - conceituado aos olhos da sociedade, mas que gozava deste status por vestir a máscara da hipocrisia que lhe conferia o prazer da ocultação da sua vileza.
Ou seja, é preferível a sinceridade que denuncia a vulnerabilidade, à hipocrisia que enaltece a grandeza que não se possui. E desta forma, apesar de todos os problemas que advenham da exposição do que é real, ainda sim vale a pena ser autentico e sincero.

E não foi exatamente assim com Jacó que teve que atravessar o Val do Jaboque para uma luta sem nenhum artifício ou reserva do seu Eu? Ou com Davi ao compor o Salmo 51 após a sua degradação moral e exposição pelo profeta Natã? Ou com Pedro ao chorar amargamente, após ocultar descarada e desesperadamente o seu vínculo com o seu Senhor? E com tantos outros que tiveram que tirar as suas máscaras da hipocrisia e apresentarem-se com as almas desnudadas perante Aquele que tudo sonda e tudo vê?

 Concluo enfim, refletindo nestas palavras e me auto examinando, anelando por uma vida sincera e isenta de hipocrisia, esperando pela boa recompensa e o faço deixando uma das pérolas deste ensinamento do Mestre dos mestres – Jesus de Nazaré.   Mateus 6:2-3 Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O cumprimento das promessas na trajetória

No primeiro domingo de novembro tive a satisfação de ver a minha comunidade celebrando com alegria ao Senhor Jesus: O louvor foi extremamente participativo, com danças, cânticos inspirados e envolventes. Aproveito aqui para parabenizar os organizadores do evento e os líderes dos departamentos envolvidos na organização.

Ficamos alegres, pois recebemos novos membros, além de sermos procurados por gente especial tomando decisão de ficar conosco.  Enfim, ainda que tenhamos constatado que alguns estejam saindo, louvamos a Deus por que outros estão chegando renovando a esperança de que um tempo de cumprimento de promessas também está chegando.

Na oportunidade ministrei uma palavra à comunidade sobre promessas com ênfase profética e que compartilho aqui ainda que sucintamente:

Os textos bíblicos entre outras leituras enfatizavam o chamado de Abraão e a sua trajetória a partir deste chamado:

"E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção" Gênesis 12:2, textos estes que foram corroborados com leitura do versículo de Malaquias 3:12. “E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos”, mencionado no transcorrer do evento como lembrança do cumprimento da promessa de Deus aos que lhe são fieis.

Com relação à trajetória de Abraão compartilhei algumas lições aos queridos presentes que foram:

1. Na caminhada de nossa vida e de nossa comunidade, assim como foi na de Abraão, precisamos deixar algumas antigas estruturas para traz, só assim podendo experimentar o novo de Deus.
Gênesis 12:1 “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei”.


Destaquei ainda que em meio ao período da trajetória do patriarca que levara consigo o seu sobrinho Ló, prevendo que este fosse o seu herdeiro, aconteceram disputas entre os empregados de ambos e das quais reforcei que também nos trazem uma lição, ei-la a seguir:

2. Existem disputas, que embora compreensivas, nem sempre expressam o que a liderança, na trajetória rumo à busca da promessa deseja e sim expressam meramente o que alguns liderados desfocados dos alvos maiores da trajetória estão vivendo nos seus problemas cotidianos.

É bom, entretanto, lembrar que liderados devem ter o devido discernimento de que estar inserido no contexto certo da trajetória é altamente relevante, pois não se ouviu mais falar dos pastores de Ló, após a destruição de Sodoma e Gomorra, ao passo que em relação ao sobrinho querido de Abraão foi preservado, cumprindo o seu papel na história.

Não citei na oportunidade, mas ao preparar este texto, me lembrei de que Abraão seguiu em frente sem Ló sua expectativa frustrada de descendência, tendo, no entanto, ficado registrado na história patriarcal um contra-exemplo de alguém que não foi à frente, pelo fato de ter olhado para traz. Refiro-me à mulher de Ló, mencionada em Lucas 17:32. Lembrai-vos da mulher de Ló, advertência esta feita pelo mais ilustre descendente de Abraão – o nosso Senhor Jesus em quem foram benditas todas as famílias da Terra. 
Entre outras menções citadas e outras que o tempo não permitiu destacar, lembrei-me também que algumas expectativas geraram crises difíceis de administrar:
  • Vemos, por exemplo um homem disposto a ver o seu anseio de um herdeiro equacionado na relação com a escrava Agar; relação esta que embora consentida por sua tão amada esposa Sara e lhe dando um filho tão desejado, acabou, entretanto, gerando sofrimentos aos envolvidos neste episódio.
   Destaquei também algumas lições destas crises, entre elas que:
3. Nossas expectativas criadas fora dos planos de Deus e respectivos desejos de efetivá-las acabam gerando crises que tanto faz sofrer a nós, quanto aos que nos cercam.
Eis um texto que reforça este princípio:
"Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti. E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face" Gênesis 16:5-6.

Apesar disto, com alegria afirmei que apesar das nossas, crises, disputas e limitações humanas, o Deus que nos promete, acaba nos auxiliando a cumprirmos o nosso importante papel na história, assim como foi no caso das pessoas envolvidas na caminhada rumo à promessa a partir de Gênesis 12:
Ø Da desrespeitosa e competitiva escrava Agar – mãe de Ismael o primeiro filho de Abraão, depois de tratada por Deus, foi feita a mãe dos grandiosos povos Árabes,

Ø  De Sara que agiu sem misericórdia e de forma petulante na crise gerada com referidas expectativas frustradas, não no momento dela, mas no de Deus, se tornou a mãe na amada nação Israelita, de onde veio nascer o Nosso Senhor Jesus.

Ø E quanto ao fleumático Abraão, Deus em sua infinita misericórdia e fidelidade acabou concedendo o sincero desejo do seu coração em relação aos seus filhos, desejos estes, dos quais destaco um:

Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de noventa anos? E disse Abraão a Deus: Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto!" Gênesis 17:15-18

Na realidade, por estar certo da imensa e extensa riqueza da trajetória de Abraão e de seus descendentes rumo ao cumprimento da promessa, juguei na oportunidade não dispor de tempo para citar além das disputas entre Sara e Agar, também os conflitos entre Esaú e Jacó, Lia e Raquel e outros tão amados por uns e às vezes esquecidos por outros.

Entretanto, não pude deixar de encerrar a mensagem com a história de Quetura, a última personalidade da vida de Abraão e também grande estímulo para todos nós, sabedores que somos do papel que nos cabe e que às vezes até não parece importante, mas que por certo tem o seu valor na construção da história na qual todos estamos inseridos.

Para mim, esta foi a singela lição deixada por esta mulher. Dela a Bíblia faz a seguinte menção:

Gênesis 25:1-4 E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura; E deu-lhe à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá. E Jocsã gerou Seba e Dedã; e os filhos de Dedã foram Assurim, Letusim e Leumim. E os filhos de Midiã foram Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Estes todos foram filhos de Quetura.

Aprendemos assim com Quetura cujo nome significa Perfumada que:

4. Embora possamos parecer esquecidos em algum cantinho da história, como Quetura não devemos deixar de perfumar este cantinho,  contribuindo com a nossa missão, exercendo o nosso papel e contribuindo de alguma forma para que se cumpra o que Deus determinou, assim como foi o caso de Quetura em relação a Abraão sobre o qual Deus havia prometido o seguinte:
Gênesis 17:5-7
E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto; E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti;
Ah! Com relação ao nosso evento, terminou com uma ceia abençoada em memória do maior descendente de Abraão – Jesus o Rei dos reis, Aquele no qual se cumprem todas as promessas de bênçãos.
Ao encerrar o evento, fui procurado por pessoas manifestando desejo, entre outros de conclusão da construção do templo e de  fazer tudo  melhor daqui para frente.
Foi muito bom! Obrigado Senhor!  A palavra de ordem a partir de agora passar a ser:
Genesis 12:2b “...Sê tu uma bênção!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Quem governar o Brasil será o alvo de nossas mais devotadas orações

Sou pastor evangélico e tenho visto algumas postagens de que o candidato A ou o candidato B, são da religião X ou Y e por isso não merecem o voto de cristãos, entretanto, nós cristãos devemos ressaltar que o Estado Brasileiro é laico, ou seja deve ter como princípio básico a imparcialidade em assuntos de religião. 

Quanto a mim, reconheço não me sentiria a vontade em um outro recinto religioso que não fosse uma igreja cristã, por isso, embora respeite a opinião de pastores que se candidatam, eu enquanto pastor, jamais me candidataria. Já em relação aos que concorrem ao governo, tanto um candidato quanto o outro terão que governar para os adeptos de todas as religiões e não exclusivamente para este ou aquele grupo. Sejamos então cristãos inteligentes, pelo amor de Deus! 


Máscara mortuária do Faraó Tutankamon
No demais, segundo a Bíblia: o Faraó dos tempos de José, sendo adepto de uma fé não compartilhada por José, não somente o abençoou, como abrigou toda a família de Jacó no Egito, Hirão sendo rei de Tiro - Adoradores de Baal, não somente era amigo de Davi como ajudou Salomão a construir o templo que foi a maior glória nacional de Israel; e poderíamos ficar aqui discorrendo sobre Nabucodonosor, Artaxerxes, Assuero e outros tantos, grandes amigos dos patriarcas e fundadores da cultura judaico-cristã. 


Ruínas do Templo de Salomão
Portanto, existem alguns discursos que além de soarem discriminatórios, depõem contra a inteligência do nosso povo já tão criticado como sendo de baixo nível cultural, o que veementemente não concordo, pois convivo com a maior parte de cristãos que quer sejam intelectuais ou de pouca instrução são um povo inteligente e que sabe separar bem as coisas, racionar com sensatez, equilíbrio e com ótimo padrão de sociabilidade. Desta forma, apelo a todos os cristãos que conhecem a PALAVRA DE DEUS e que amam ao próximo independente de sua religião que por favor, neste momento tão importante, ajudem e não atrapalhem! E que quem vencer receba de nossa parte as mais devotadas orações ao Nosso Pai Celestial que faz com que a chuva caia para justos e injustos no sentido de que o próximo governante quem quer que seja venha fazer "um governo para o povo e pelo povo que o elegeu".


sábado, 11 de outubro de 2014

Céticos, hedonistas e hipócritas sempre farão discípulos

Saindo agora para a igreja para acompanhar alguns obreiros concluindo um trabalho de colocação de granito no banheiro feminino, me veio à memória a história de um homem que passava de ônibus na frente de uma igreja em construção que não tardou em fazer um comentário:
- Tanto dinheiro sendo gasto para esta obra e tudo isto poderia ser doado às pessoas carentes, para comprar cestas básicas para os pobres...
Declaração esta que foi interrompida pelo seu companheiro de banco no ônibus:
- Conheço um personagem histórico e milenar que fez a mesma declaração que você fez.
- Quem é? – Indagou com curiosidade e orgulho o crítico dos investimentos na obra da igreja que viam pela janela do ônibus:
JUDAS ISCARIOTES! – Respondeu o companheiro.

Eis a crítica que Judas fez a Jesus e a Maria de Betânia:
João 12:6-7 
“... Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.

Fiquei meditando como personagens antigos têm feito discípulos através da história:


Existem pessoas que mesmo sem saber são adeptos das ideias de Pirro de Elis, de Rene Descartes e de Nietzsche.



Afirmo que sou amigo de algumas pessoas CÉTICAS e que embora não compartilhem das minhas ideias, mesmo assim as respeito porque são sinceras em seus posicionamentos. Quantos inimigos da fé, mas sinceros em suas convicções se tornaram fonte de inspiração para a humanidade?

Temos um exemplo bíblico um exemplo de Saulo de Tarso; – cético a principio, da fé cristã, Esta espécie de pessoa geralmente acaba nos ensinando a contundente lição de que é melhor uma oposição sincera, que uma concordância dissimulada.

Afirmo inclusive que prefiro lidar com os hedonistas ao afirmarem que não creem que devem investir em coisas passageiras como por exemplo ofertar para construções de templos. Estes são claros e embora, a meu ver equivocados, são sinceros e creem realmente que o seu dinheiro é para curtir os prazeres da vida!

Talvez estes bons discípulos de Epicuro, sejam mais fáceis de serem persuadidos do que os discípulos de Judas Scariotes e sabe por quê? Porque os discípulos de Judas são hipócritas; geralmente andam com a mesma Bíblia que crentes sinceros usam debaixo do braço, usam o mesmo espaço que estes crentes frequentam e usam disfarçadamente versículos isolados para justificarem suas hipocrisias. Mas são ladrões que usam como pretexto a necessidade de investimentos sociais, que não posso deixar de afirmar que realmente devem ser feitos, mas que não devem servir como motivo para hipócritas não cumprirem o que a Bíblia diz e porque não afirmar ainda, o que as suas próprias consciências no oculto os condenam.

Estes hipócritas discípulos de Judas Iscariotes, são mentirosos que para sofismarem o que a Bíblia condena, usam a tática “Hobinhoodiana” de roubar dos ricos para dar aos pobres.

Para concluir respeito a todos inclusive céticos e hedonistas sinceros, mas afirmo que é lamentável, pessoas que usam “um versículozinho isolado aqui e outro acolá”, que se dizem crente, mas que na verdade são hipócritas, travestidas de amantes da Bíblia, .

São pessoas que não têm meu apreço, pois são desonestas de fato e de argumento e que tentam se justificar com desculpas e tergiversações.

Abraços a todos os sinceros: crentes, céticos e hedonistas.

Aos insinceros minhas reservas.

Derciley

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Viver bem a vida já é uma recompensa

Realmente no simples ato de plantar, ou seja: respeitar e amar não somente o próximo como também os animais e a natureza, está implícita a razão da vida e da verdadeira felicidade.

Mas como é bom além de conhecermos a palavra do sábio de que "A felicidade é uma viagem, não um destino", termos sobretudo a confiança na Palavra de Deus de que “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:7), nos dando a certeza de que valerá a pena não somente sermos úteis, fieis e ainda por último digno da vida que vivemos e da recompensa que recebemos.

https://www.youtube.com/watch?v=MVa8vRHagTA


Deus te abençoe e faça a sua vida valer a pena!


Derciley